Choro de Ilmar BBB17 é metáfora da situação atual do país

.

O choro do advogado Ilmar durante a humilhação pública a que foi exposto de modo covarde em cadeia nacional de TV pela Rede Globo, serve de metáfora para a condição real de milhões de pais de família de nosso país diante de uma crise política e econômica onde agentes do poder digladiam entre si sem qualquer constrangimento sobre os efeitos devastadores de seus atos sobre a maioria dos cidadãos que vivem às margens desse poder, reféns de suas decisões egocêntricas e irresponsáveis.
Tomamos conhecimento da maneira mais cruel que, por trás do glamour do BBB onde todo mundo parece bem resolvido economicamente, havia um pai de família endividado, que passa dificuldades em sua carreira por ter feito uma opção pelos mais desvalidos (advoga pela causa indígena nos rincões do país ) e que aceitou estar ali exposto nesse circo de horrore moderno, como uma espécie de tábua de salvação para garantir um futuro melhor para o seu filho.
Diante dessa informação que nos era então vedada, pudemos entender os múltiplos sapos engolidos por esse homem íntegro e desesperado ao longo do programa diante dos faniquitos de seus pares mimados e do porquê de agarrar-se como poucos às oportunidades reais que lhe eram apresentadas de sobrevivência, onde destaca-se a liderança conquistada depois de mais de 13 horas seguidas numa posição desconfortável, num dia frio, semi-nu e imerso em água fria constantemente.
Olhando para aquele homem em frangalhos, desculpando-se ao filho por não ter tido condições de lhe dar uma vida melhor enquanto era massacrado por seu oponente, um homem menor, mimado, rude, daqueles nascidos em berços de ouro que nunca precisaram lutar por nada na vida, um homem sem qualquer carater, empatia e respeito por seus pares, vi milhares de pais que perderam seus empregos e depois de passar o dia todo buscando uma nova colocação, voltam para casa de mãos vazias tendo de encarar o olhar dos filhos e da esposa como um derrotado.
Vi aquele pequeno comerciante atolado em dívidas, que vê seu comércio às moscas, as contas se avolumando e que não consegue há meses, uma noite de sono tranquila.
Vi aquele jovem da periferia que se matou de estudar e que agora vai ter de trancar a faculdade porque o governo cortou a sua bolsa de estudos.
Vi esses muitos brasis silenciosos por todo o país engolindo o grito entalado na garganta, surdos que estão pelas panelas que bateram-se contra a corrupção, mas não dão exemplos.

Se no BBB16 reinou Ana Paula, símbolo dos que saem às ruas batendo panelas, mas que nunca souberam o que é te-las vazias em casa, neste BBB17, seus herdeiros, o casal asqueroso já desperta emoções ambíguas com sua inteligência emocional de criança birrenta de 3 anos.

Que superada a raiva diante das dificuldades que estamos vivendo, com um governo voltado à socorrer seus pares enquanto o povo definha, sejamos racionais e expurguemos exemplarmente de convívio social, esses pequenos sociopatas que se julgam donos do mundo.

Franklin Maciel

Anúncios
Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Escravajato (E não fizemos nada)

Na primeira noite, de dedos em riste, com palavras de ordem, camisa da CBF e moralismo barato
Quebraram a Petrobras e não fizemos nada
Na segunda noite, por motivos fúteis,derrubaram uma presidente e um projeto de soberania nacional e não fizemos nada
Na terceira noite, premiaram delatores, Quebraram a construção civil,
Criaram recessão e muito desemprego, nos endividaram
E não fizemos nada.
Na quarta noite, para atender aos interesses do Tio Trump,
Destruíram o agronegócio,
Entregaram nossas riquezas e setores estratégicos ao estrangeiro
E continuamos não fazendo nada.
Até que um dia,
O mais medíocre deles, nos toma a nossa casa, estupra nossas esposas e filhas, rouba o futuro dos nossos filhos
E porque nunca fizemos nada
Já não podemos fazer mais nada

Franklin Maciel

Publicado em bajuladores, capitalismo, cidadania, conspiração, corrupção, Crise econômica, crise política, democracia, desemprego, Desmascarando o poder, economia, Eduardo Cunha, eleição, emprego, fianciamento eleitoral, Fora Temer, golpe, Impeachment, juiz moro, justiça, Lava Jato, liberdade de expressão, Lula, manifesto, Nao vai ter golpe, PMDB, poesia, polícia federal | Deixe um comentário

O voo de galinha da Era Lula e a crise das esquerdas

O voo de galinha da Era Lula e a crise das esquerdas

  • Por Franklin Macieltrumplula-300x169

Muita gente está inconformada com a guinada radical que o mundo está dando à direita com seus Trumps e Cia, mas o fato é que, mais do que “a Revolta dos Coxinhas” como pregam esquerdiotas, o fato é que os nossos progressistas na prática, não foram tão “progressistas “ assim e agora colhem o fruto amargo, mirrado e bichado do plantio desmazelado que fizeram, onde  jogaram sementes para todo lado, mas nunca regaram, adubaram, impediram pragas…E agora são devorados por elas.

Vejamos algumas posturas das esquerdas no poder:

  • Prometeram justiça e revoluções sociais, mas optaram por repactuar interesses do sistema financeiro e das oligarquias distribuindo apenas migalhas desses acordos de gabinete aos movimentos sociais que os sustentaram como sindicatos e campesinos, o que aos poucos, foi deslegitimando essas lideranças frente aos liderados;

 

  • A mudança real na vida das pessoas foi muito tímida e quase que totalmente ligada só à área financeira da vida. Diante da primeira crise que derreteu os poucos ganhos ou ilusão destes, as pessoas não tinham outras razões e valores no que se apegar (nem valores éticos sobreviveram com as esquerdas enterradas até o pescoço nos mesmos e velhos esquemas de corrupção de sempre);

 

 

  • A postura de fragmentação das minorias, dividas em grupos, departamentos burocráticos e discussões intermináveis que, na prática, reduziam suas demandas de inclusão a questões burocráticas e civis (a vaga no estacionamento, o direito de união homoafetiva, o Dia do A, do B, cotas e mais cotas..) Isso acentuou de modo equivocado a ideia de que a luta por direitos e compensações seria garantia de privilégios o que serviu mais para dividir do que incluir as pessoas e dar espaço aos seus talentos e potenciais.

 

E no Brasil, o que sobrou da Era Lula?

Tirando a retórica populista e bravateira, o governo Lula internamente foi:

  • Uma cesta básica para os que tinham fome;
  • Um cartão de crédito para os que tinham sonhos de ascensão econômica;
  • Um diploma para aqueles que acreditaram na falácia de que ensino formal é garantia de retorno social e financeiro.
  • Acordos de gabinete com o sistema financeiro e com as oligarquias e com o Congresso.

Externamente

  • Trocou a dominação econômica dos EUA pela dependência da China;
  • Acentuou a velha política externa dos tempos do Brasil Império de exportar bens primários e importar manufaturados;
  • Misturou ideologia com política comercial e quebrou a indústria nacional

Por que a alegria durou pouco?

Internamente

  • Porque a cesta básica (bolsa família e outros penduricalhos) caiu do céu igual maná, mas veio só, sem nenhuma contrapartida ao dinheiro dado aos beneficiários como, por exemplo, a criação de um programa nacional de desenvolvimento e infraestrutura para absorver essa mão de obra latente.

O resumo da ópera foi que, em vez de usar a bolsa como mudança de comportamento, as bolsas de modo geral (há exceções) serviram como acomodação numa vida ruim.

 

  • A prosperidade movida a crédito fácil induziu as pessoas e governos a gastarem antes de ganharem, iludidos com a falsa ideia de pleno emprego e aumentos salariais e de arrecadação insustentáveis.

Quando as dívidas não puderam mais ser roladas para a próxima fatura e as casas estavam entulhadas de coisas descartáveis (crise de superprodução) assim como os governos de despesas de custeio, começou a quebradeira geral, criando o desemprego com o qual hoje todos nós sofremos.

 

  • Na ânsia de certificar grandes contingentes de mão de especializada, financiou uma indústria do diploma no país sem verificar nem a qualidade de ensino destas instituições nem planejar maneiras de estimular a economia para absorver essa mão de obra. O resultado foi: 1)Ampliação da precarização do trabalho com estagiários fazendo serviço que deveria ser de efetivos; 2) Certificação incompatível com as exigências do mercado 3) Falta de oportunidades no mercado de trabalho aos recém formados, levando a maioria a atuar em subempregos.

 

  • Os acordos com as oligarquias e o sistema financeiro tornaram o investimento em produção no país inviável pois, na prática, especular no Brasil ficou mais lucrativo e seguro do que investir em produção. A suposta paz política da opção pela coalizão e não convencimento foi conquistada através da sistematização da corrupção para financiamento de campanhas políticas que tornaram os candidatos reféns da plutocracia.

Externamente

  • A parceria com a China só trocou a cor das moscas e afundou a indústria nacional;
  • A queda do valor das commodities e a desaceleração da economia mundial reduziu drasticamente a demanda dos nossos produtos primários, mas não nossa dependência dos produtos manufaturados, vez que nossa indústria estava e continua sucateada por nenhum mecanismo de proteção da soberania nacional;
  • Os parceiros ideológicos escolhidos, em sua maioria eram pobres e/ou corruptos, e na crise que se abateu também sobre eles, não pagaram a conta.

Isso são alguns fatos e suas consequências. Ignorá-los ou procurar culpados senão em seus próprios atos, apenas manterá os progressistas alheios ao povo e voltados aos próprios umbigos, perpetuando o poder nas mãos de grupos conservadores que claramente tem lado, um lado articulado e que age de maneira corporativa e em bloco, atropelando a tendência história de divergências dentro das esquerdas.

E há alguma luz ao final do túnel?

Sim, e ela foi emitida muita claramente tanto nas eleições brasileiras quanto dos EUA, quanto em outros países.

No Brasil um contingente expressivo de eleitores resolveu mostrar sua insatisfação com a política simplesmente não votando ou anulando seu voto. Isso é um sinal claro e inequívoco de que essas pessoas estão ressentidas e não endossam mais a postura corrupta, pelega e preguiçosa da esquerda no poder e seu nivelamento da política por baixo, mas não ao ponto de migrarem para os conservadores.

Portanto, são eleitores que podem retornar se os progressistas brasileiros amadurecerem com a dura derrota sofrida, resgatando valores como justiça social, transparência e honestidade e se modernizando, criando e oferecendo alternativas econômicas concretas ao caminho fácil e falível do capitalismo de consumo adotado por Lula e Cia, assim como abandonando pela estrada sua péssima mania de vitimizar minorias e usá-las como escudos humanos, feito verdadeiros “sanguessugas da miséria e do preconceito.

O mundo cansou dos mornos, de sua política rasteira que tenta agradar gregos e troianos onde ninguém fica satisfeito.

O eleitor não aceitará mais as decisões de gabinetes que empurram goela abaixo Hillarys e Dilmas, o mundo quer líderes de verdade, com propostas de verdade. O eleitor quer das esquerdas novos Bernie Sanders, com coragem e envergadura moral para fazer o que precisa ser feito.

O futuro será daqueles que lançarem as sementes e trabalharem exaustivamente a terra até que elas deem os melhores frutos.

 

Franklin Maciel

Publicado em aborto, abuso sexual, acidentes de trânsito, aids, alcoolismo, amor, apologia a maconha, apologia as drogas, artigos, assistencialismo, bajuladores, beber e dirigir, bebidas alcoólicas, canção à humanidade, cantores de funk, capitalismo, cartões, cerveja, charge, cidadania, cigarros, codependência, conspiração, conto, corrupção, crítica, crônica, crimes hediondos, criminalidade, crise, Crise econômica, crise política, cultura, cultura do ódio, cultura do estupro, denúncia, dependência química, desemprego, Desmascarando o poder, dificuldades/facilidades | Deixe um comentário

O homem da Av. Paulista

crianca

Um morador de rua quase leva embora uma criança em plena Av. Paulista.
Um ato de segundos que desmorona toda a nossa ilusória sensação de segurança e escancara nosso descaso com aqueles que não se encaixam num sistema que não foi feito para todos e excluí os menos adaptados.
Um homem que até então era invisível e descartado.
Velho, abandonado pela família e pelos amigos, doente mental e dependente químico.
Um homem que deveria estar num hospital de retaguarda, mas está nas ruas revirando lixo e dormindo sob marquises.
Agora um monstro que rouba crianças.
Agora um futuro alvo de linchamentos e ataques incendiários na madrugada.
Um homem que já foi criança… E tinha sonhos.
Um criança que tem sonhos e viu a realidade que a gente teima em ignorar pegando-a pelas mãos.
Hoje, os pais assustados, vão dormir agarrados às crias.
E amanhã, voltando do trabalho,
Cruzarão nos semáforos com outros homens transformados em lixo.
Cuja existência só é notada quando cruzam a barreira invisível
E tiram de nós toda altivez e segurança.
 
Franklin Maciel

 

Publicado em abuso sexual, aids, alcoolismo, amor, apologia as drogas, artigos, bebidas alcoólicas, cidadania, codependência, crítica, crônica, crimes hediondos, criminalidade, crise, cultura, denúncia, dependência química, desemprego, Desmascarando o poder, poesia, polícia federal, política, política de drogas | Deixe um comentário

Circo sem pão

leao

Circo sem pão

O espetáculo diário de reputações lançadas aos leões

Não sacia a fome de pão que, grão em grão, some de nossas mesas

O dinheiro, tal um rio morto, não circula,

Escorre todo para o ralo dos bancos e agiotas

A indústria não produz porque não tem demanda

O comércio fecha as portas porque não há quem compre

Os direitos são assaltados sob aplausos de deslumbrados

E o povo, com raiva, já nem vota.

 

Na falta de pão e crédito, as cabeças vazias vão se enchendo de rancores e ilusões

A barriga já começa a roncar,

Os ávidos abutres ignoram os avisos e querem terminar logo o serviço

As barrigas roncam mais alto e não há grito maior de liberdade

Que barrigas roncando em uníssono.

 

O dono do circo fascinado pela renda da bilheteria esqueceu-se que os equilibristas

Precisam de barrigas cheias para manter as cabeças vazias

Pois são como palitos de fósforos, basta um risco para por fim ao picadeiro

 

Franklin Maciel

Publicado em assistencialismo, bajuladores, capitalismo, cidadania, conspiração, corrupção, crítica, crônica, crise, Crise econômica, crise política, cultura, cultura do ódio, desemprego, Desmascarando o poder, economia, educação, estelionato eleitoral, fianciamento eleitoral, globalização, habitação, Impeachment, imprensa, juiz moro, Lava Jato, meio ambiente, Nao vai ter golpe, partidos, pensamento do dia, PMDB, poesia, política, politica nacional, PT, sociedade, Tchau Querida, trabalho | Deixe um comentário

Lava-jato ou conta-gotas? Como sua vida é prejudicada pela novela sem fim do combate à corrupção

Lava-jato ou conta-gotas? Como sua vida é prejudicada pela novela sem fim do combate à corrupção

* Por Franklin MacielpaixaoMoro

Já ouviu expressão: “Jogar a criança com a água suja da banheira”? Pois é exatamente isso que está ocorrendo no Brasil nesse exato momento:

Uma atitude correta (o julgamento de corruptos e seus corruptores), mas que, transformada em espetáculo da mídia com seus capítulos diários e a conta-gotas, está atolando o país numa recessão sem fim que na prática, está resultando em desemprego, quebradeira, pessimismo, abusos/ guerra entre os 3 poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo) e, principalmente, perda de qualidade de vida geral de todos nós.

Lá se vão 2 anos de prisões semanais, delações sem fim, escândalo encima escândalo e paralelamente empresas quebrando, funcionários sendo demitidos, direitos sendo eliminados, dívidas se avolumando e o pessimismo e a desesperança tomando conta da nação, afugentando investimentos e qualquer perspectiva de melhora no curto prazo.

Ninguém compra nada, ninguém vende nada e como o dinheiro não circula pela desconfiança do futuro generalizada, a situação está cada dia mais preta e, não se engane, se ainda não bateu a sua porta, certamente baterá se nada fizermos para melhorar o astral interno do país, devolvendo a confiança para que todos voltem a acreditar no Brasil.

Para isso, urge que superemos essa fase sem fim de escândalos, punamos os culpados que tiverem de ser punidos, mas sigamos em frente sem o receio de sermos surpreendidos pela milhonésima fase da Operação Conta-gotas, ops, Lava-Jato e sua obsessão em criar e requentar fatos detestáveis toda a semana, desconstruindo toda e qualquer iniciativa para superarmos a crise econômica que tem prejudicado a todos os brasileiros.

O problema em se focar única e exclusivamente à caça de “ratos” é que eles continuam e continuarão se multiplicando sem fim o que levará a operações e mais operações que não terminam nunca enquanto o país inteiro sangra, a menos que, além de matar as ratazanas, eliminemos suas fontes de sustento que se baseiam na plutocracia e num sistema político voltado para si mesmo que na prática, impede a renovação real de quadros do legislativo, através de regras e artimanhas que garantem a reeleição dos mesmos às custas dos votos dados aos novos candidatos.

A solução para esse grave vício das eleições proporcionais (vereadores e deputados) é a substituição do atual modelo de listas abertas e quocientes eleitorais para um sistema distrital puro em dois turnos para cidades acima de 200.000 eleitores e de um turno para cidades menores.

Um sistema fácil de entendimento ao eleitor médio porque na prática é idêntico ao majoritário, apenas limitado dentro de distritos e que evitaria a reeleição sem fim de trambiqueiros, de representantes corporativos, dando espaço para representantes mais preparados, com pautas mais amplas e que apresentem resultados reais e de fácil conferição pelos eleitores.

Além disso, esse sistema reduziria drasticamente o custo das eleições, reduzindo o poder da plutocracia em financiar candidatos que, depois de eleitos, atuam não pelo bem da comunidade, mas para garantir que seus financiadores suguem o Estado até não poder mais por meio do direcionamento de investimentos desnecessários enquanto falta dinheiro para o que realmente precisa.

Outro ponto crucial é uma reforma urgente do poder judiciário, pondo um ponto final na possibilidade sem fim de recursos e apelações que, na prática, apenas permitem que aqueles que possuem recursos para pagar bons advogados se safem de cumprir suas penas empurrando a responsabilidade com a barriga por décadas.

Ou seja, para que voltemos a sonhar com um novo e próspero horizonte no Brasil, com pleno emprego e qualidade de vida precisamos que a Lava-Jato prenda quem tem de prender, mas o faça logo, sem enrolações e desdobramentos intermináveis e, paralelamente, mudemos as atuais regras do jogo para que novas ratazanas não ocupem o espaço das velhas, pois não dá para sobreviver num ambiente de desconfiança onde tudo pára para assistirmos a desratização eterna do Brasil enquanto nossas panelas a cada dia ficam mais vazias.

Publicado em artigos, assistencialismo, bajuladores, capitalismo, charge, cidadania, conspiração, corrupção, crítica, crônica, criminalidade, crise, Crise econômica, crise política, cultura, cultura do ódio, democracia, denúncia, desemprego, Desmascarando o poder, dificuldades/facilidades, economia, Eduardo Cunha, educação, eleição, eleição para vereador, eleições proporcionais, emprego, entrevista, estelionato eleitoral, eventos, exibicionismo, extremismo, fianciamento eleitoral, financiamento de campanha, Fora Dilma, Fora Temer, globalização, hedonismo, Impeachment, impostos, imprensa, Inflação, juiz moro, justiça, Lava Jato, leis mais duras, liberdade de expressão, manifesto, Ministro Cardoso, modelo eleitoral, Nao vai ter golpe, notícias, palestras, polícia federal, política, politica internacional, politica nacional, polticas alternativas, PT, Sérgio Machado, Sérgio Moro, segurança pública, sociedade, Tchau Querida, valores fundamentais, violência, violência contra a mulher, voto distrital, vulgaridade | Deixe um comentário

Abuso sexual ou estupro coletivo? A guerra ideológica por trás da cultura da impunidade e da libertinagem

Abuso sexual ou estupro coletivo?

A guerra ideológica por trás da cultura da impunidade e da libertinagem

* Por Franklin Maciel

champagne-shower-pour-face-facial-22-1

O caso da menina carioca exposta nacionalmente em vídeo nas redes sociais sofrendo abusos sexuais e morais tem suscitado uma série de debates apaixonados Brasil afora a ponto dessa guerra ideológica estar nitidamente contaminando as investigações, deixando claro o quanto os órgãos responsáveis pela justiça e segurança no país são despreparados, agindo muito mais por convicções pessoais e aparências do que sobre fatos.

Confirmam isso as atitudes antagônicas dos dois delegados responsáveis pelo caso, onde o primeiro minimizou o caso e a segunda carrega na tinta, o que deixa claro em ambos os casos, que a ideologia tem falado mais alto que a justiça.

Independente da descrição literal que a investigação venha a apontar sobre o caso, o fato é que ele desnuda uma série de mudanças comportamentais e culturais no Brasil atual que muitos fingem não ver e cuja compreensão e avaliação dos caminhos tomados é fundamental para o tipo de sociedade que desejamos construir daqui por diante. Vejamos alguns pontos:

  1. Superexposição da Intimidade: Se por um lado as redes sociais provocam uma verdadeira revolução na nossa capacidade de comunicação, por outro, o despreparo da grande maioria das pessoas em lidar com essa ferramenta, alimentado pelo desejo de buscar notoriedade social à qualquer custo, tem sacrificado princípios básicos e essenciais de preservação da intimidade, contribuindo decisivamente para um processo de degradação de valores elementares da sociedade, banalizando principalmente o corpo e a sexualidade.

  1. Apologia ao sexo e às drogas: Fica claro que a apologia ao sexo e ao consumo de drogas lícitas e ilícitas de músicas atuais contribuem como estímulo aos jovens para comportamentos abusivos e compulsivos por sua associação direta entre o consumo de bebidas e outras drogas e atividade sexual casual, degenerada e descompromissada. Não é a toa que no vídeo, um jovem narra um trecho de um funk para descrever o abuso sexual coletivo sofrido pela jovem. Bom lembrar que a grande maioria dos novos cantores sertanejos também apostam na fórmula: Bebida e sexo fácil para vender shows e discos.

  1. Extremismo ideológico: Nem santa, nem vagabunda. Esse caso torna-se simbólico porque desnuda o momento de divisão política e ideológica do país alimentado pelo maniqueísmo irresponsável da classe política que agora começa a perder as rédeas diante do ódio alimentado por ambos os lados. Por exemplo: Esse episódio não revela uma cultura do estupro no país como bem querem as feministas, mas deixa claro que há uma cultura de excessos e baixarias travestida de liberdade de expressão que precisa ser repensada para que não descambe em risco à segurança e a integridade física, mental e moral de jovens em formação. Do ponto de vista legal: é preciso punir os responsáveis pelo abuso sexual e sua exposição, mas desconsiderar totalmente as condições nas quais eles se deram, também é errado.

  1. Cultura do espetáculo: Escândalo e sexo vendem e vendem bem. Deste modo, os meios de comunicação despidos de quaisquer escrúpulos e motivados pela certeza de lucro rápido e fácil, não pensam duas vezes antes de explorar à exaustão esses temas, mesmo que para isso sacrifiquem toda uma geração, desmoronem valores fundamentais da sociedade e coloquem em grande dificuldade o trabalho das famílias de preparar um filho para a vida, vez que são obrigadas a concorrer no árduo ofício com toda sorte de degradações precoces, como a erotização de crianças e a vulgarização de temas para as quais estas ainda não tem preparo físico, mental e moral para lidar.

  1. Cultura da Impunidade: A expressão: “O crime não compensa” traduz um ideal muito distante da realidade brasileira, sustentada por um sistema jurídico/legal lento e burocrático, com excesso de leis e de instâncias recursivas, corrupção generalizada no sistema e ineficácia investigativa dos meios policiais. Essa somatória de fatores construiu ao longo do tempo, em todos os níveis da sociedade, a ideia de impunidade como regra, razão que, somada ao exibicionismo como forma de valoração social, faz com que as pessoas assumam abertamente os riscos de responder judicialmente por atitudes criminosas e hedonistas.

A democracia tem seus preços, e talvez o mais caro seja a capacidade da sociedade em equilibrar os sensos de liberdade, segurança e justiça.

Independente das crises econômicas e políticas que são cíclicas, nossa jovem democracia precisa superar os traumas da ditadura militar onde nada podia, para ultrapassar o atual conceito de que tudo pode e assim repactuar-se, para um: O que pode, o que não pode e Como pode.

Somente assim nos estabeleceremos como uma sociedade justa e equilibrada, onde as leis são respeitadas, onde às crianças e aos jovens são garantidas condições de amadurecem dentro de seus próprios tempos, onde a liberdade não se confunde com libertinagem e caminha de mãos dadas com a segurança.

Publicado em aborto, abuso sexual, acidentes de trânsito, aids, apologia a maconha, apologia as drogas, artigos, assistencialismo, beber e dirigir, bebidas alcoólicas, cantores de funk, capitalismo, codependência, conspiração, crimes hediondos, criminalidade, crise, Crise econômica, crise política, cultura, cultura do ódio, cultura do estupro, democracia, denúncia, dependência química, Desmascarando o poder, dificuldades/facilidades, doenças sexualmente transmissíveis, drogas, drogas depressoras, drogas estimulantes, drogas ilícitas, drogas lícitas, drogas perturbadoras, dst, duplas sertanejas, economia, educação, emprego, estupro, estupro de jovem no rio de janeiro, exibicionismo, extremismo, feminismo, Fora Dilma, Fora Temer, globalização, golpe, gravidez não planejada, hedonismo, jovens, juiz moro, justiça, Lava Jato, legalização da maconha, legalização das drogas, lei Maria da Penha, leis mais duras, liberdade de expressão, lixo, maconha, maconha causa dependência, maconha vicia, meio ambiente, meu filho usa drogas, Nao vai ter golpe, pais e drogas, pais que bebem, polícia federal, política, política de drogas, politica internacional, politica nacional, polticas alternativas, preconceito, prevenção as drogas, propaganda de bebidas, propaganda de cigarros, revolução, saúde, Sérgio Moro, segurança pública, sexo, sexo e bebidas, sexualidade, sociedade, trabalho, tratamento de drogas, valores fundamentais, violência, violência contra a mulher, vulgaridade, vulgarização | Deixe um comentário