O futuro do petróleo e da Petrobras

soberania

O futuro do petróleo e da Petrobras

                                      *Por Franklin Maciel

Desde a década de 80, com o fim da Guerra Fria, não se via um movimento especulativo/político/ econômico tão fortemente orientado a produzir tempestades para colher os despojos dos mortos, pequenos e incautos.

Reproduzindo com os mesmos atores (Arábia Saudita, Standart Oil, EUA/Cia x Rússia, Irã e América Latina) e utilizando as mesmas táticas e fórmulas:

  • Venda do petróleo abaixo do custo de produção pelo parceiro de sempre, a Ditadura Saudita, para quebrar pequenos produtores e países que tem no petróleo considerável fonte de renda e sustentação de suas economias;
  • Forte investimento midiático por meio dos conglomerados de comunicação de massa e financiamento dos setores político-conservadores para criar uma aura de pessimismo, medo e histeria na população, sempre com bandeiras moralistas e a pauta única da corrupção seletiva e reducionista como demônio de todos os males;

 

Essas ações tem dois objetivos principais:

 

  • Promover concorrência desleal para quebrar os pequenos produtores e países não alinhados à política dos conglomerados econômico-financeiros e depois ocupar seus espaços estabelecendo preços mais altos para recuperar as perdas momentâneas, dominar o mercado e ter maiores lucros, da mesma forma que um grande supermercado se instala hoje no seu bairro, joga os preços lá embaixo, quebra todos os mercadinhos, quitandas e açougues do entorno e depois que eles fecham, aumentam os preços, porque você não tem mais outra opção senão comprar dele.
  • Frear e eliminar a influência de países e modelos econômicos regionais alternativos ao capital financeiro, de modo que no desespero imediatista criado pelos meios de comunicação de massa, as populações desses países abram mão das conquistas sociais que adquiriram, com substancial aumento de suas rendas e qualidade de vida, pelo retorno imediatista ao modelo neoliberal que derrete patrimônio público, transferindo bens e recursos do Estado aos grandes conglomerados econômicos que no médio prazo, aumentam o desemprego e a perda de ganhos materiais e de direitos que foram socializados no modelo anterior.

O Fato

O fato é que, por maiores que sejam os esforços para encontrar fontes de energia alternativas ao petróleo, este continuará, ao menos pelos próximos 50 anos, sendo a principal fonte energética do planeta, de maneira que, quem dominar o petróleo, ficará cada vez mais rico porque cobrará cada vez mais caro por um produto que é finito e imprescindível.

A título de exemplo: Em condições normais, as reservas do pré-sal valem no mínimo, 8 trilhões e meio de dólares, que é dinheiro mais que suficiente para garantir a independência financeira do país pelos próximo 100 anos, entretanto se cairmos nessa onda predatória do valor da Petrobras promovido pelo misto de :

  • Redução especulativa do preço do petróleo pela Arábia Saudita para forçar o rebaixamento mundial do preço
  • Conluio político-midiático local para destruir a imagem da Petrobras junto à população criando a falsa ideia de um negócio corrupto que só dá prejuízos, acabaremos concordando com a ideia de nos desfazermos da Petrobras para algum grande conglomerado por coisa inferior à 400 bilhões de dólares, ou seja, mais de 20 vezes menos do que vale. Dinheiro que deixa de ser nosso povo para encher os cofrinhos de americanos e europeus.

Na dúvida, basta um breve olhar no passado recente no governo FHC  e ver o resumo da ópera na privatização da Vale do Rio Doce:

Entregaram por 3 Bilhões de reais com dinheiro emprestado do BNDES (na prática usaram dinheiro do próprio país para comprar de graça a maior mineradora do mundo) uma empresa que gera anualmente mais de 6 Bilhões de dólares de lucro, ou seja, em apenas um ano, a empresa fatura 8 vezes mais do que custou, agora pergunta: Para onde foi todo esse dinheiro que era do povo brasileiro? Certamente não para investimento em segurança mínima da extração do minério, haja visto o desastre colossal da Samarco em Mariana que assassinou um Rio, devastou cidades e economias e que até agora,  nossa mídia complacente, capitaneada pela Rede Globo, busca reduzir a mero desastre ambiental.

Agora imaginem o tamanho do prejuízo ao Brasil e aos brasileiros se conseguirem levar à cabo o projeto lesa-pátria de falir a Petrobras para entrega-la de graça ao capital internacional?

  • Desvio do patrimônio de U$8,5 trilhões para corporações estrangeiras;
  • Aumento absurdo dos combustíveis no país;
  • Fim da cadeia produtiva do petróleo e derivados no país, com fuga de centenas de milhares de empregos;
  • Sucessão de desastres ambientais, em especial no litoral brasileiro, destruindo o potencial pesqueiro e turístico do país;
  • Perda da soberania do país, com o perigo real das plataformas de petróleo se tornarem bases navais dos EUA.

Portanto, antes de agir feito um papagaio que reproduz o que escuta sem um pingo de reflexão, é preciso que os brasileiros se unam em defesa não de um governo, mas de um modelo de nação soberano, que exija punição exemplar a indivíduos lesa-pátria independente da cor da camisa e que defenda de maneira muito clara e objetiva, nos interesses nacionais, onde o petróleo e a Petrobras são peças chaves da manutenção de nossa soberania.

 

Franklin Maciel

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