Lava-jato ou conta-gotas? Como sua vida é prejudicada pela novela sem fim do combate à corrupção

Lava-jato ou conta-gotas? Como sua vida é prejudicada pela novela sem fim do combate à corrupção

* Por Franklin MacielpaixaoMoro

Já ouviu expressão: “Jogar a criança com a água suja da banheira”? Pois é exatamente isso que está ocorrendo no Brasil nesse exato momento:

Uma atitude correta (o julgamento de corruptos e seus corruptores), mas que, transformada em espetáculo da mídia com seus capítulos diários e a conta-gotas, está atolando o país numa recessão sem fim que na prática, está resultando em desemprego, quebradeira, pessimismo, abusos/ guerra entre os 3 poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo) e, principalmente, perda de qualidade de vida geral de todos nós.

Lá se vão 2 anos de prisões semanais, delações sem fim, escândalo encima escândalo e paralelamente empresas quebrando, funcionários sendo demitidos, direitos sendo eliminados, dívidas se avolumando e o pessimismo e a desesperança tomando conta da nação, afugentando investimentos e qualquer perspectiva de melhora no curto prazo.

Ninguém compra nada, ninguém vende nada e como o dinheiro não circula pela desconfiança do futuro generalizada, a situação está cada dia mais preta e, não se engane, se ainda não bateu a sua porta, certamente baterá se nada fizermos para melhorar o astral interno do país, devolvendo a confiança para que todos voltem a acreditar no Brasil.

Para isso, urge que superemos essa fase sem fim de escândalos, punamos os culpados que tiverem de ser punidos, mas sigamos em frente sem o receio de sermos surpreendidos pela milhonésima fase da Operação Conta-gotas, ops, Lava-Jato e sua obsessão em criar e requentar fatos detestáveis toda a semana, desconstruindo toda e qualquer iniciativa para superarmos a crise econômica que tem prejudicado a todos os brasileiros.

O problema em se focar única e exclusivamente à caça de “ratos” é que eles continuam e continuarão se multiplicando sem fim o que levará a operações e mais operações que não terminam nunca enquanto o país inteiro sangra, a menos que, além de matar as ratazanas, eliminemos suas fontes de sustento que se baseiam na plutocracia e num sistema político voltado para si mesmo que na prática, impede a renovação real de quadros do legislativo, através de regras e artimanhas que garantem a reeleição dos mesmos às custas dos votos dados aos novos candidatos.

A solução para esse grave vício das eleições proporcionais (vereadores e deputados) é a substituição do atual modelo de listas abertas e quocientes eleitorais para um sistema distrital puro em dois turnos para cidades acima de 200.000 eleitores e de um turno para cidades menores.

Um sistema fácil de entendimento ao eleitor médio porque na prática é idêntico ao majoritário, apenas limitado dentro de distritos e que evitaria a reeleição sem fim de trambiqueiros, de representantes corporativos, dando espaço para representantes mais preparados, com pautas mais amplas e que apresentem resultados reais e de fácil conferição pelos eleitores.

Além disso, esse sistema reduziria drasticamente o custo das eleições, reduzindo o poder da plutocracia em financiar candidatos que, depois de eleitos, atuam não pelo bem da comunidade, mas para garantir que seus financiadores suguem o Estado até não poder mais por meio do direcionamento de investimentos desnecessários enquanto falta dinheiro para o que realmente precisa.

Outro ponto crucial é uma reforma urgente do poder judiciário, pondo um ponto final na possibilidade sem fim de recursos e apelações que, na prática, apenas permitem que aqueles que possuem recursos para pagar bons advogados se safem de cumprir suas penas empurrando a responsabilidade com a barriga por décadas.

Ou seja, para que voltemos a sonhar com um novo e próspero horizonte no Brasil, com pleno emprego e qualidade de vida precisamos que a Lava-Jato prenda quem tem de prender, mas o faça logo, sem enrolações e desdobramentos intermináveis e, paralelamente, mudemos as atuais regras do jogo para que novas ratazanas não ocupem o espaço das velhas, pois não dá para sobreviver num ambiente de desconfiança onde tudo pára para assistirmos a desratização eterna do Brasil enquanto nossas panelas a cada dia ficam mais vazias.

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