Sexo e bebidas, 5 coisas que você precisa saber antes de ensinar seu filho a beber

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O caso da adolescente carioca estuprada por mais de 30 homens enquanto estava dopada, além de indignação e revolta, revela o aspecto cruel de uma hipocrisia brasileira: O uso de bebidas alcoólicas e outras drogas (em especial, maconha) como facilitador do sexo.

Por mais chocante que seja, não é segredo para ninguém, que no jogo da sedução, homens e mulheres habitualmente se valem do uso de bebidas ou outras drogas a fim de “quebrar o gelo” e acelerar o processo de intimidade entre os parceiros, culminando, não raro, numa relação sexual prematura e, amiúde, arriscada.

Deste modo, se você quer que seus filhos ou você mesmo (a) tenha uma vida sexual saudável sem expor-se à riscos desnecessários, é importante saber essas 5 coisas:

  • Bebida alcoólica é droga: O fato de ser legalizada, barata e socialmente aceita apenas potencializa seus danos vez que as pessoas se sentem a vontade para usar e abusar sem constrangimentos;
  • O mesmo efeito da bebida alcoólica que reduz a timidez também aumenta a tendência ao comportamento violento e passional, raiz de estupros e abusos de natureza sexual, vez que reduz o senso crítico de quem usou, fazendo com que não meça as consequências de seus atos a médio e longo prazo, o que costuma dar muitas “dores de cabeça” no futuro;
  • Gravidez não planejada: Quatro em cada cinco gravidezes não planejadas entre jovens aconteceram após estes terem ingerido bebidas alcoólicas ou fumado maconha. Isso acontece em razão de agirem por impulso, esquecendo-se do uso de preservativos.
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis: Da mesma forma que se expõem a uma gravidez não planejada, pelas mesmas razões, estão expostos a passarem e receberem do parceiro eventual, uma doença sexualmente transmissível, como AIDS, gonorreia, sífilis e outros.
  • Redução do prazer: O cérebro é o principal órgão sexual, e uma vez que sua atividade esteja comprometida pelo efeito depressor ou perturbador do álcool ou da maconha, a experiência sexual será drasticamente prejudicada, razão de muitas pessoas sequer lembrarem-se no dia seguinte de como foi a relação sexual, abdicando do prazer e ficando apenas com as possíveis consequências do ato.

Franklin Maciel

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Os 10 erros fatais de Dilma

 

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1) Aplicou estelionato eleitoral ao implementar no início de seu segundo mandato a agenda recessiva e neoliberal dos opositores como cortes em programas sociais e subsídios e aumentos de juros, rifando o apoio popular que granjeou nas eleições.

2) Bancou uma briga pela presidência da câmara contra Eduardo Cunha mesmo não tendo candidato à altura nem base parlamentar para derrota-lo, ignorando a máxima: “Se não pode com eles, junte-se a eles”;

3) Fabricou inflação através do aumento desordenado dos preços administrados do governo como energia, água e combustíveis, criando um efeito cascata sobre toda economia e, como remédio para conter a inflação, aumentou em 4% os juros da taxa Selic, derretendo as economias que fez nos cortes do orçamento no pagamento de juros e assim tirou dinheiro de circulação o que causou quebradeira geral por falta de liquidez e desconfiança.

4) Aprofundou a recessão e o déficit público ao desestimular o crédito, reduzindo a demanda por consumo e tentando desesperadamente cobrir o rombo em seu caixa retirando ainda mais dos contribuintes através da criação de novos impostos;

5) Manteve queda de braço com o legislativo, em especial com o presidente Eduardo Cunha mesmo sabendo que qualquer reforma precisaria do aval do legislativo, agravando e estendendo a crise econômica, contaminando-a com uma crise política que alimentou e retroalimentou por teimosia e revanchismo;

6) Escorada no democratismo ingênuo de ministros fracos e bajuladores, abdicou do comando institucional sobre a polícia federal, deixando-a livre, impune e insubordinada para atuar como força corporativa paralela ao Estado, colocando-a refém de seus interesses ideológicos e de classe, criando no país em conluio com setores do judiciário, um verdadeiro Estado Policialesco.

7) Alheia à realidade, desqualificou as gigantescas manifestações populares de insatisfação, reduzindo-as ao conflito de classes, e ainda acirrou os ânimos, convocando Lula para ministro em momento delicado e dúbio, assim como nomeando ministro pmedbista em confronto direto com decisão nacional do partido em convenção;

8) De maneira atabalhoada, sacrificou o prestígio e a credibilidade do ex-presidente Lula numa manobra política fora de hora, desesperada e inconsequente, e queimou a última chance de articulação com os demais poderes e setores da sociedade, isolando-se ainda mais;

9) Mesmo em queda livre, continuou afrontando o PMDB, maior partido do país e único aliado de peso até levar ao rompimento irreversível que fatalmente custar-lhe-á o mandato presidencial;

10) Sem reunir o mínimo de forças para garantir governabilidade, diante de uma impopularidade crescente abaixo de 8% há meses, num governo sob suspeita de corrupção, num ato desesperado, em vez de renunciar e deixar na história sua versão dos fatos, busca no fisiologismo fugir do fim vexatório de um governo por meio do impeachment, enquanto intensifica discursos irresponsáveis de convocação ao conflito civil que apenas reforçam sua pequenez diante da missão que lhe foi incumbida. Vestiu-se de guerrilheira quando o país precisa de um líder. Em sua, Dilma não é Temer nem Lula.

 

Franklin Maciel

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O Martelo do Golpe

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O único dos três poderes (Judiciário) não escolhido pelo povo decidiu unilateralmente (em conluio com a mesma imprensa que financiou o golpe militar de 64) governar o Brasil a golpes de malhete intimidando e ameaçando não só os dois outros poderes (Executivo e Legislativo) como qualquer cidadão que daqui por diante ouse questionar seus métodos.

Hoje os que aplaudem o fim da democracia e o início do Estado de Exceção ainda não entenderam que, daqui por diante, qualquer um que atravessar o caminho dos tiranos de toga pode ter a vida vasculhada, revirada, destruída, com sequestro de bens, perseguições e exposição da intimidade de maneira seletiva para escárnio público.

É por isso que estamos indo às ruas?

Para que não possamos mais ter opinião daqui por diante?

Para que não possamos confiar mais na justiça que se utiliza de meios criminosos para intimidar e atingir seus fins?

Já pararam para pensar quem ganha com isso?

Certamente não sou eu nem você, nós só pagamos a conta.

Se entregarmos o poder a essa gente que já demonstrou não ter qualquer escrúpulo para atingir seus objetivos, mais do que abrir mão do nosso futuro, abriremos mão da nossa liberdade a qual só compreenderemos o real valor quando nos for definitivamente tirada.

Se você é contra o golpe Clique em Curtir

Se no passado roubaram à bala a liberdade do povo brasileiro, hoje é o martelo do juiz que esmaga nossa liberdade e nos acorrenta ao medo e ao atraso.

Não ao Golpe do Judiciário sobre a Democracia.

Franklin Maciel

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5 Coisas que você deveria saber sobre a legalização de drogas

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1 ) Ao contrário do que os noticiários nos levam a crer, são as drogas lícitas (legalizadas) as principais responsáveis pela maioria dos problemas e prejuízos que nossa sociedade enfrenta em relação ao uso indevido de drogas por ser, de longe, as mais consumidas, por 3 razões em especial: São baratas, acessíveis e socialmente aceitas, portanto, cada droga legalizada aumenta seu potencial de dano;

Friends toasting with beer

Friends toasting with beer

2) Liberar drogas não reduz a criminalidade: É um conceito simplista e ingênuo acreditar que ao liberar uma droga reduz a criminalidade. Estudos apontam que a repressão ou formalização de uma atividade criminal apenas faz com que os criminosos que atuavam naquele segmento do crime, migrem para outro, no popularmente chamado “efeito bexiga” onde o ar apertado de um lado se desloca para outro.

Assim, o mais provável é que um traficante de maconha a partir de sua liberação, passe a traficar outras drogas ou se incline para sequestros, assaltos, roubos, mas dificilmente buscará atividades formais e legais de trabalho.

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3) A suposta receita e geração de empregos que a legalização de uma substância pode retornar à sociedade e ao Estado não cobre os prejuízos que esse aumento de demanda traz em saúde pública, segurança, educação, conservação do patrimônio público, entre outros.

Estudos apontam que o recolhimento de impostos com drogas lícitas como álcool e cigarro não cobrem nem terço dos custos causados por esse consumo, como acidentes de transito, traumas, internações, investimentos em segurança, depredações.

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4) O consumo de drogas aumenta a perda de qualidade e produtividade do trabalho, assim como aumenta substancialmente o risco de acidentes.

Legalizar drogas como a maconha, por exemplo, é potencializar essas perdas em razão do efeito perturbador causado pela mesma no Sistema Nervoso Central que, entre outros, prejudica o raciocínio, altera os reflexos e o humor do usuário, colocando sob risco a si mesmo e as pessoas ao redor.

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5) Maconha causa dependência  e,  depois do álcool, é a principal porta de acesso dos jovens ao mundo das drogas, tendo como agravante um potencial muito maior de migração para drogas ilícitas como crack e cocaína.

Franklin Maciel

Informações sobre o autor: https://www.facebook.com/franklinfmaciel/

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5 Coisas que você precisa saber sobre a epidemia de Vira

a-importancia-da-politica-nacional-de-combate-a-dengue--chikungunya-e-zika-A última década de prosperidade no Brasil criou a falsa impressão de a Síndrome do Vira, essa praga que afeta o espírito do brasileiro desde os tempos que os portugueses desembarcaram nessas terras estaria em vias de extinção, mas não se engane o Vira voltou com força total.

  1. O que é:

O Vira (síndrome do Viralatismo) é uma doença emocional e mental que se caracteriza por um estado de animo negativo, apático e resistente a tudo que tenha origem nacional em contrapartida a uma supervalorização de ideias, costumes, personalidades e produtos de origem estrangeira, em especial europeias e norteamericanas.

 

2)Principais sintomas:

  1. Irritação constante, mau-humor, raiva (alguns indivíduos chegam a espumar pelo canto da boca);
  2. Raciocínio míope (só enxerga defeitos e problemas em determinados grupos, cegando-se quando os defeitos se apresentam de forma generalizada ou em grupos afins);
  3. Comportamento histérico e agressivo (quer impor-se na base da intimidação e do grito)
  4. Apatia para tomar atitudes (reclama muito, mas não age)
  5. Sentimento de entreguismo (desejo de entregar o patrimônio nacional para a exploração de estrangeiros como solução aos problemas)
  6. Micromentalismo (Doença que reduz a capacidade mental do indivíduo, limitando seu alcance racional e crítico à dogmas, preconceitos e achismos

 

3) Principais formas de transmissão:

  1. O Vira é principalmente transmitido através dos meios de comunicação de massa, em especial programas de Tevê aberta que reproduzem diuturnamente conceitos fabricados de que o país não presta, que a classe política é 100% corrupta, que a iniciativa privada administra melhor que o setor público, que o dinheiro investido no social seria melhor investido pagando juros para especuladores, que os estrangeiros são bonzinhos e mais inteligentes que nós por isso deveriam se apossar de nossas riquezas e administrar no nosso lugar.
  2. Pessoas mal informadas, rancorosas, radicais e preconceituosas que gostam de agir como pregadores e patrulheiras da vida alheia;

 

4) Como identificar se uma pessoa tem o Vira: Pessoas com Vira tem como características:

  1. Reclamam de tudo e tem pouquíssima iniciativa para solucionar os problemas, tanto na vida pessoal como coletiva;
  2. Reproduzem frases feitas de periódicos como Veja, Rede Globo e seus articulistas e políticos como Reinaldo Azevedo, Lobão, Olavo de Carvalho, Bonner, Miriam Leitão, Arnaldo Jabor, Bolsonaro e Jean Wylis…
  3. Possuem senso de “justiça seletiva” com defesas de justiçamento de personalidades ligadas à movimentos sociais e de origem humilde e complacentes quando as mesmas acusações recaem sobre membros da elite e dos setores conservadores da sociedade.
  4. Acreditam piamente que tudo que conquistaram na vida foi exclusivamente por obra e mérito de seus esforços pessoais (nunca estudaram em escola pública, nunca usaram hospital ou transporte públicos; nunca transitaram por vias públicas; nunca acionaram serviços públicos como polícia, bombeiro, repartições; dão elas mesmas destinação ao lixo que produzem sem deixar na porta de casa; elas mesmas varrem as ruas e aparam a grama dos canteiros; não recebem nem pretendem receber aposentaria; enfim não dependem do governo e da sociedade para nada;)
  5. Costumam agredir e ofender com baixarias e palavrões, assim como rotular quem tenha opinião diferente da sua;
  6. Possuem atitude entreguista, defendendo que todos os bens nacionais sejam entregues de bandeja à exploração de empresas e país estrangeiros;
  7. Costumam achar que são capitalistas, quando um exame mais detalhado mostra que a grande maioria não possui propriedades (os poucos bens que tem estão alienados ou estiveram a bancos) tem como fonte de renda a venda de sua mão de obra;
  8. Querem impor sua opinião sobre os outros e contamina-las com seu pessimismo e sua falta de coragem de viver a vida;

 

5) Como se prevenir dessa praga: A principal maneira de combater o Vira é eliminando seus focos de reprodução:

  1. Desligue ou mude de canal de tevê toda vez que este estiver fazendo sensacionalismo sobre um fato e enfatizando que tudo vai mal;
  2. Procure outras fontes de informação alternativa como internet, formadores de opinião, faça comparação entre elas e com o ambiente que você vive e veja até quem ponto os problemas são reais e suas verdadeiras dimensões;
  3. Evite pessoas que só tem más notícias para dar; essas pessoas tem a mente envenenada pelo Vira e precisam contaminar outras com seu pessimismo; tenha certeza que as evitando, seu dia transcorrerá melhor;
  4. Aproveite o ambiente de pessimismo generalizado; nestes ambientes o medo costuma paralisar as iniciativas reduzindo drasticamente a competição. Aproveite as oportunidades que surgem fartamente e prospere enquanto a maioria se dedica a reclamar da vida;
  5. Analise a vida e o exemplo dos que prosperaram e siga esse exemplo; Verá em quem em vez de reclamar, eles investiram seu tempo em arregaçar as mangas e fizeram e fazem acontecer.

Franklin Maciel

Informações sobre o autor: https://www.facebook.com/franklinfmaciel/

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O futuro do petróleo e da Petrobras

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O futuro do petróleo e da Petrobras

                                      *Por Franklin Maciel

Desde a década de 80, com o fim da Guerra Fria, não se via um movimento especulativo/político/ econômico tão fortemente orientado a produzir tempestades para colher os despojos dos mortos, pequenos e incautos.

Reproduzindo com os mesmos atores (Arábia Saudita, Standart Oil, EUA/Cia x Rússia, Irã e América Latina) e utilizando as mesmas táticas e fórmulas:

  • Venda do petróleo abaixo do custo de produção pelo parceiro de sempre, a Ditadura Saudita, para quebrar pequenos produtores e países que tem no petróleo considerável fonte de renda e sustentação de suas economias;
  • Forte investimento midiático por meio dos conglomerados de comunicação de massa e financiamento dos setores político-conservadores para criar uma aura de pessimismo, medo e histeria na população, sempre com bandeiras moralistas e a pauta única da corrupção seletiva e reducionista como demônio de todos os males;

 

Essas ações tem dois objetivos principais:

 

  • Promover concorrência desleal para quebrar os pequenos produtores e países não alinhados à política dos conglomerados econômico-financeiros e depois ocupar seus espaços estabelecendo preços mais altos para recuperar as perdas momentâneas, dominar o mercado e ter maiores lucros, da mesma forma que um grande supermercado se instala hoje no seu bairro, joga os preços lá embaixo, quebra todos os mercadinhos, quitandas e açougues do entorno e depois que eles fecham, aumentam os preços, porque você não tem mais outra opção senão comprar dele.
  • Frear e eliminar a influência de países e modelos econômicos regionais alternativos ao capital financeiro, de modo que no desespero imediatista criado pelos meios de comunicação de massa, as populações desses países abram mão das conquistas sociais que adquiriram, com substancial aumento de suas rendas e qualidade de vida, pelo retorno imediatista ao modelo neoliberal que derrete patrimônio público, transferindo bens e recursos do Estado aos grandes conglomerados econômicos que no médio prazo, aumentam o desemprego e a perda de ganhos materiais e de direitos que foram socializados no modelo anterior.

O Fato

O fato é que, por maiores que sejam os esforços para encontrar fontes de energia alternativas ao petróleo, este continuará, ao menos pelos próximos 50 anos, sendo a principal fonte energética do planeta, de maneira que, quem dominar o petróleo, ficará cada vez mais rico porque cobrará cada vez mais caro por um produto que é finito e imprescindível.

A título de exemplo: Em condições normais, as reservas do pré-sal valem no mínimo, 8 trilhões e meio de dólares, que é dinheiro mais que suficiente para garantir a independência financeira do país pelos próximo 100 anos, entretanto se cairmos nessa onda predatória do valor da Petrobras promovido pelo misto de :

  • Redução especulativa do preço do petróleo pela Arábia Saudita para forçar o rebaixamento mundial do preço
  • Conluio político-midiático local para destruir a imagem da Petrobras junto à população criando a falsa ideia de um negócio corrupto que só dá prejuízos, acabaremos concordando com a ideia de nos desfazermos da Petrobras para algum grande conglomerado por coisa inferior à 400 bilhões de dólares, ou seja, mais de 20 vezes menos do que vale. Dinheiro que deixa de ser nosso povo para encher os cofrinhos de americanos e europeus.

Na dúvida, basta um breve olhar no passado recente no governo FHC  e ver o resumo da ópera na privatização da Vale do Rio Doce:

Entregaram por 3 Bilhões de reais com dinheiro emprestado do BNDES (na prática usaram dinheiro do próprio país para comprar de graça a maior mineradora do mundo) uma empresa que gera anualmente mais de 6 Bilhões de dólares de lucro, ou seja, em apenas um ano, a empresa fatura 8 vezes mais do que custou, agora pergunta: Para onde foi todo esse dinheiro que era do povo brasileiro? Certamente não para investimento em segurança mínima da extração do minério, haja visto o desastre colossal da Samarco em Mariana que assassinou um Rio, devastou cidades e economias e que até agora,  nossa mídia complacente, capitaneada pela Rede Globo, busca reduzir a mero desastre ambiental.

Agora imaginem o tamanho do prejuízo ao Brasil e aos brasileiros se conseguirem levar à cabo o projeto lesa-pátria de falir a Petrobras para entrega-la de graça ao capital internacional?

  • Desvio do patrimônio de U$8,5 trilhões para corporações estrangeiras;
  • Aumento absurdo dos combustíveis no país;
  • Fim da cadeia produtiva do petróleo e derivados no país, com fuga de centenas de milhares de empregos;
  • Sucessão de desastres ambientais, em especial no litoral brasileiro, destruindo o potencial pesqueiro e turístico do país;
  • Perda da soberania do país, com o perigo real das plataformas de petróleo se tornarem bases navais dos EUA.

Portanto, antes de agir feito um papagaio que reproduz o que escuta sem um pingo de reflexão, é preciso que os brasileiros se unam em defesa não de um governo, mas de um modelo de nação soberano, que exija punição exemplar a indivíduos lesa-pátria independente da cor da camisa e que defenda de maneira muito clara e objetiva, nos interesses nacionais, onde o petróleo e a Petrobras são peças chaves da manutenção de nossa soberania.

 

Franklin Maciel

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Charlie Hebdo: Liberdade de agressão ou cortina de fumaça?

Charlie Hebdo: Liberdade de agressão ou cortina de fumaça?

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A quem interessa essa “fermentada” comoção mundial em torno da chacina de cartunistas do panfleto racista Charlie Hebdo elevada ao “status” de “maior ato terrorista da história europeia”(como se a história recente da Europa não fosse recheada de massacres muito maiores em número e potencial ofensivo, muitos deles, reproduzidos pelo Estado contra seus cidadãos) que tira do foco os reais problemas sociais e econômicos da dupla União Europeia/ EUA, oriundos da redução progressiva do papel de seus estados-nação e seus governos, coagidos pelo capital financeiro transnacional (que realmente dá as cartas no cenário atual) a manterem modelos econômico-sociais que só aprofundam a crise a fim de garantir que estes governos continuem a expropriar seus povos, cortando direitos e investimentos para garantir o pagamento de juros e dívidas ao sistema?

O fato é que uma Europa sem colonias para explorar, com custo da mão-de-obra alto, com os centros produtivos transferidos para países periféricos, endividada até o pescoço junto ao sistema financeiro internacional e refém de um sistema de mídia que, assim como no Brasil, é um negócio de manipulação da opinião pública nas mãos de poucos para forçar governos a não buscarem alternativas “fora da caixa”, garantindo assim o lucro dos grupos que se beneficiam do estado atual das coisas, não teria muito como manter a passividade de seu povo, acostumado à grandes manifestações e revoluções, diante do esvaziamento de seus direitos, desemprego e à degradação visível de sua qualidade de vida.

Deste modo, é preciso encontrar mecanismos que desviem o foco, que criem cortinas de fumaça e unam o povo em torno de um “inimigo comum”, um bode expiatório que possa canalizar todas as frustrações coletivas e ser responsabilizado por todas as agruras sofridas sem condições de se defender.

E quem melhor para encarnar esse inimigo que rouba empregos, desrespeita direitos, ignora nossa “superioridade” cultural que o Islam? Um religião-ideologia que não se curva à banalização sócio-moral como nós, que surgiu daqueles que estão entre os mais explorados pelo sistema (ex-colonias) e que possuem um código de vida sócio-moral baseado na manutenção da comunidade, na distribuição mais justa dos bens, numa vida de menos apego e consumo moderado e que tem a imagem já degradada dioturnamente pelos sistemas de comunicação como algo perverso que se deve evitar a qualquer custo?

Crianças palestinas vítimas de atentado terrorista israelense

Crianças palestinas vítimas de atentado terrorista israelense

Um inimigo que pode estar em qualquer esquina, que leva uma vida pior que a sua e que serve como válvula catártica para o stress diário de viver com medo de perder o pouco que se conquistou na vida e que está muito aquém das expectativas geradas pelo sistema para mante-lo passivo.

Deste modo, assim como aconteceu com os atentados do WTC e que salvaram por meio do medo e do terror o Governo Bush que caminhava ladeira abaixo, a fórmula se repete na Europa, com o dano potencializado para esconder os fatos, os verdadeiros problemas, com indivíduos responsabilizados pelo dano sendo executados de modo a não dar margens para outras versões da história contada, senão a oficial e uma aura injustifica de medo que une irracionalmente a todos e os submete a contentarem-se com pouco e aceitar o intolerável vindo da mão de seus governantes e a morte do desejo momento de crescer para garantia da sobrevivência que, abaixo da cortina de fumaça e das páginas sem graça do Charlie Hebdo nunca de fato esteve sob risco.

Franklin Fouad Abbas Maciel

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